O turismo de negócios no Brasil faturou R$ 11,07 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, registando crescimento de 7,41% em relação ao mesmo período do ano passado e alcançando um novo recorde. Em setembro, a movimentação financeira do setor também foi a maior para o mês desde 2025, com R$ 1,31 bilhão, alta de 1,74% na comparação anual. Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os resultados reforçam a relevância do segmento para a geração de empregos qualificados, a atração de investimentos e o fortalecimento do Brasil como destino de grandes eventos e feiras corporativas.
O setor de serviços aéreos concentrou cerca de 60% do faturamento acumulado, com receita de R$ 6,64 bilhões e crescimento de 11%. Já a hotelaria movimentou R$ 3,27 bilhões, avanço de 3% no período. Entre os segmentos que mais cresceram, destacam-se o seguro-viagem, com alta de 71% e faturamento de R$ 32 milhões, e os serviços de transfer, que registraram aumento de 26%, alcançando R$ 52,5 milhões. Em setembro, os serviços aéreos faturaram R$ 794,8 milhões, alta de 6,4%, enquanto o transporte rodoviário cresceu 19%, movimentando R$ 6,64 milhões.
Os dados foram analisados pelo Ministério do Turismo e divulgados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que monitora mensalmente o desempenho de 11 setores ligados às viagens corporativas. Os resultados acompanham o momento positivo do turismo brasileiro em 2026, que também registrou recorde nos gastos de visitantes internacionais. Entre janeiro e setembro, os turistas estrangeiros desembolsaram US$ 8,38 bilhões no país, equivalentes a R$ 45,6 bilhões, um crescimento de 10% em relação aos US$ 7,61 bilhões registrados no mesmo período de 2025.