Mercados
Itália

Caracterização do Mercado para Portugal

Itália posicionou-se, em 2025, como o 9.º mercado turístico para o destino Portugal aferido pelo indicador dormidas (quota: 3,5%) e ocupa o 7.º lugar para os hóspedes (quota: 4,3%). Em 2025, o mercado da Itália registou cerca de 849,0 mil hóspedes (var.25/24: -1,5%) que geraram 1 973,7 mil dormidas (var.25/24: -1,2%). Destaca-se como o 11.º mercado nas receitas turísticas com 733,2 milhões € (quota: 2,5%) mais 3,4% face a 2024.

No que respeita às dormidas, a Grande Lisboa foi o principal destino dos turistas italianos que visitaram Portugal (44,1%), seguido do Norte (19,8%) e do Algarve (12,8%). Em tipologia, predominaram as dormidas em hotéis (62,1%), seguindo-se o alojamento local (24,2%) e os hotéis-apartamentos (5,9%).

As principais companhias aéreas que transportaram turistas italianos para Portugal foram: Ryanair (38,6%), TAP (quota: 37,9%), Easyjet (9,8%), Wizz Air Malta (3,4%), Iberia (2,7%) e outros (7,6%).

A maioria das operações têm origem nas cidades de Milão (quota: 47,2%), seguido de Roma (22,9%), Veneza (9,5%), Bolonha (5,0%), Nápoles (2,8%) e outros (12,6%).

Através dos dados da SIBS, a Grande Lisboa concentra 48,1% dos 151,5 milhões de euros em compras efetuados por cartões, com origem na Itália, em 2025. O Norte surge em 2.º lugar (quota: 18,8%), seguido do Algarve (12,9%).

2025 Posição | Variação Homóloga
Hóspedes 0,8M 7º | -1,5%
Dormidas 2,0M 9º | -1,2%
Receitas do Turismo 733,2M€ 11º | 3,4%
Passageiros Desembarcados 1,8M 5º | 9,5%

Perfil de Mercado

Variação 25/24
58,9 M População
-0,1 %
63538,0 USD PIB per Capita
3,5 %
1,6 % Taxa de Inflação
0,5 pp
23,4 % Taxa de Poupança
0,0 pp

Itália é um país da Europa Central com 58,9 milhões de habitantes em 2025 e foi a 8.ª maior economia a nível mundial e 4.ª no contexto europeu.

De acordo com a Globaldata, em 2025, Itália foi o 7.º mercado emissor de turistas a nível mundial, tendo gerado 38,9 milhões de viagens, concentrando uma quota de 2,5% do total da procura turística mundial. Cerca de 88,9% dos fluxos estão concentrados no continente europeu.

As principais regiões emissoras de turistas italianos para Portugal foram: Milão (quota: 44,9%), Roma (23,2%), Veneza (10,6%), Bolonha (7,7%), Pisa (3,0%) Nápoles (3,0%), Florença (2,0%), Turim (1,8%) e outras cidades (3,8%).

Por sua vez em termos de meios de transporte, em 2025 cerca de 70,5% das viagens ao estrangeiro realizadas pelos turistas italianos foram por via aérea, 25,5% reportaram a viagens terrestres; e 4,0% por transporte marítimo.

O mercado de Itália ocupou a 10.º posição mundial e a 6.º no contexto europeu, concentrando uma quota de 2,0%.

Equipa

Coordenador da equipa no mercado
Marcelo Rebanda

Perspetivas

Os dados mais recentes do FMI referem que a economia da Itália registou um crescimento de 0,5% em 2025, em resultado da atual conjuntura internacional ser desfavorável, conflito na Ucrânia, Guerra do Médio Oriente, o aumento dos custos energéticos e de outras matérias-primas e bens intermédios. Para os anos de 2026 e 2027 perspetiva-se um crescimento similar, na ordem de 0,5%.

De acordo com as estimativas da GlobalData, entre 2025 e 2030, as partidas internacionais dos turistas italianos ao estrangeiro deverão crescer a um CAGR de 3,2%, para chegar a um total de 45,8 milhões de partidas em 2030. Os gastos dos turistas deste país no exterior deverão aumentar a um CAGR de 6,9% para o mesmo período.

De acordo com as estimativas da OAG Scheludes Analyser, tendo por base a temporada verão 2026 (de 1 abril a 30 de setembro de 2026) estima-se um aumento de 9,1% face à temporada de verão 2025. Avaliando o seguinte número de lugares aéreos disponíveis para os principais destinos europeus: Espanha: 7,9 milhões de lugares (+9,1%), França: 4,2 milhões (+0,5%), Grécia 2,2 milhões (+8,1%) (Turquia: 1,1 milhões (+4,2%), Portugal 1,0 milhões (-1,5%), e Egito 980 mil (+17,2%).

Os dados da Amadeus, nas suas previsões dos voos em termos de passageiros com origem no mercado italiano para Portugal reportadas ao período de 26 de setembro de 2026 a 27 de agosto de 2027, apontam para um acréscimo de 4,0% face ao período homólogo anterior.

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