As reservas da clientela francesa nas estâncias de montanha para o inverno 2026-2027 recuam, enquanto as dos estrangeiros sobem, segundo o balanço anual da G2A Consulting apresentado a 13 de outubro. A montanha tinha 51% das reservas do inverno feitas à data, contra 53% um ano antes. Em julho, as reservas caíram 3,8%, e 6,6% só na clientela francesa, contra mais 2% nos estrangeiros.
O preço passa à frente da neve como primeiro critério de escolha. Uma semana de alojamento custa em média 1 854 euros à clientela francesa (-0,2%), contra 2 358 euros aos britânicos e 2 323 euros aos neerlandeses. O Natal e o Ano Novo são o ponto fraco, com 57,2% de ocupação à data, menos 6,6 pontos do que no ano passado, enquanto janeiro (+0,3% de dormidas) e março (+4,1%) sobem, puxados por seniores e casais urbanos. Os hotéis de 4 e 5 estrelas ganham 2,1 pontos de reservas e os de 1 a 3 estrelas perdem 4,7 pontos.
A G2A prevê uma época em ligeiro recuo, com -0,27% de dormidas e 55,3 milhões de dias de esqui (-1,4%). O estudo baseia-se num inquérito a 1 000 franceses e a 500 alojamentos e em dados de 8 500 alojamentos, à data de 8 de outubro de 2026.
O estudo confirma um viajante francês que arbitra cada despesa e privilegia as épocas mais baratas, fora das férias escolares, com a clientela de gama alta a manter os seus hábitos. Para Portugal, as épocas intermédias, como janeiro e março, e as ofertas de bom preço para seniores e casais são janelas a trabalhar com os operadores franceses.