O mercado britânico registou 2 457,9 mil hóspedes (-0,1% face a 2024) que geraram 10 060,8 mil dormidas (-1,6%). Nas receitas turísticas, ocupou igualmente a 1.ª posição, com 4 282,8 milhões de euros, correspondentes a 14,7% do total e a um crescimento de 3,3% face ao ano anterior.
O Algarve concentrou 57,2% das dormidas de turistas do Reino Unido, seguindo-se a Madeira (18,5%) e a Grande Lisboa (12,8%). Quanto ao tipo de alojamento, os hotéis representaram 51,2% das dormidas, seguidos dos hotéis-apartamentos (19,9%) e dos apartamentos turísticos (11,3%).
Por faixa etária, destacaram-se os turistas entre os 25 e os 34 anos (19,7%), os 55 e os 64 anos (18,1%) e os 35 e os 44 anos (17,3%); a maioria das estadias (71,9%) teve uma duração entre 4 e 13 noites; sendo o lazer e as viagens organizadas (Inclusive Tour) a principal motivação das viagens (74,7%). Já as compras realizadas com cartões bancários do Reino Unido em Portugal, em 2025, totalizaram 987,3 milhões de euros, com o Algarve a concentrar 50,1% deste valor, segundo os dados SIBS.
Em 2025, Portugal ocupou a 6.ª posição entre os destinos mais visitados pelos residentes no Reino Unido, com 3,769 milhões de visitas, e o 7.º lugar em gastos dos britânicos em férias no estrangeiro, com 2 809 milhões de libras. De acordo com o relatório ABTA Holiday Habits 2026–27, 11% dos britânicos viajaram para Portugal entre agosto de 2025 e julho de 2026, colocando o país na 6.ª posição entre os destinos escolhidos. Para os 12 meses seguintes, 7% dos inquiridos manifestaram intenção de visitar Portugal.
Entre 22 de setembro de 2025 e 20 de setembro de 2026, a easyJet liderou as ligações aéreas entre o Reino Unido e Portugal (quota: 29,8%), seguida da Ryanair (29,2%), Jet2. com (21,0%), British Airways (9,4%) e TAP (6,3%). Londres destacou-se como principal cidade de origem, com 46,1% das ligações, seguida de Manchester (11,5%), Bristol (7,9%) e Birmingham (5,8%).
As previsões apontam para um aumento das reservas de passagens aéreas para Portugal nos próximos 6 e 12 meses, com exceção de Ponta Delgada. O Porto deverá registar o crescimento mais expressivo, superior a dois dígitos, seguindo-se, em menor escala, o Funchal, Lisboa e Faro.