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Groupe ADP prevê a primeira descida do tráfego em Paris desde a crise sanitária

O Groupe ADP, gestor dos aeroportos de Paris-Charles-de-Gaulle e Paris-Orly, reviu em baixa as suas previsões: o tráfego dos dois aeroportos deverá descer ligeiramente em 2026 face a 2025, quando a empresa contava antes com uma subida de 0,5%. Seria o primeiro recuo desde 2020, ano da pandemia de Covid-19, e a causa apontada é a subida do preço dos combustíveis.

Em setembro, os aeroportos de Paris receberam 9,1 milhões de passageiros, menos 1,6% num ano: Roissy-Charles-de-Gaulle subiu 1,5%, para 6,224 milhões, mas Orly caiu 7,9%, para 2,858 milhões. Nos nove primeiros meses, o total é de 80,9 milhões de passageiros, menos 0,4%. Em 2025, os dois aeroportos tinham recebido perto de 107 milhões de passageiros, ou seja, 51% do total de França.

Segundo o ADP, o tráfego continua afetado pelos combustíveis, pelos ajustes de capacidade das companhias aéreas e por uma procura menos favorável. O Governo francês quer ainda agravar em 2027 a taxa sobre a exploração das infraestruturas de transporte de longa distância (TEITLD), que, segundo o SCARA, organização de nove companhias aéreas francesas, já custou 140 milhões de euros ao grupo em 2025.

Paris é a principal porta de saída dos franceses, e o abrandamento, sobretudo em Orly, deve ser acompanhado pelos profissionais que trabalham com o mercado francês, tanto na oferta de voos como nos preços dos bilhetes neste inverno.