O preço mundial do querosene recuou 4,9% em 30 de setembro de 2026, para 185,54 dólares por barril, segundo os dados da IATA citados por L’Écho touristique. Na semana de 23 de setembro, a média europeia tinha atingido 207,56 dólares por barril, após uma subida mensal de 27,8%.
O alívio recente não elimina a pressão sobre as companhias europeias. O combustível poderá representar 40% a 45% dos custos de exploração, sobretudo nas transportadoras de baixo custo. Perante a dificuldade em transferir todo o aumento para tarifas pagas por viajantes sensíveis ao preço, algumas companhias estão a reduzir frequências ou a cancelar voos com ocupação insuficiente.
A Volotea já cortou mais de 10% da capacidade de inverno, e a Air France-KLM reviu a previsão de crescimento da capacidade para 2% a 3% em 2026. Para os profissionais do turismo, o principal sinal a acompanhar é a disponibilidade efetiva de lugares e frequências, especialmente na época baixa e nas ligações regionais.