Com a incorporação da companhia aérea portuguesa, a participação do grupo na capacidade aérea da Europa deve passar de 8,4% para 9,5%. Embora o aumento não altere significativamente o equilíbrio do mercado europeu, a operação fortalece o portfólio do grupo, que já reúne companhias como Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.
O principal valor estratégico da TAP está na sua forte conexão com a América Latina, especialmente com o Brasil. A companhia portuguesa responde por 24% da capacidade de voos entre a Europa e o Brasil, ficando atrás apenas da Latam. Com a aquisição, o Grupo Lufthansa poderá alcançar uma participação de 36% na capacidade aérea entre os dois mercados, ampliando sua competitividade nas rotas transatlânticas e reforçando sua presença na extremidade ocidental da Europa.
Outro impacto importante está na operação do Aeroporto de Lisboa, onde a TAP concentra atualmente 49% dos voos programados. Com a entrada da companhia no grupo alemão, essa participação poderá chegar a 52,5%, aumentando a relevância da Lufthansa no principal hub aéreo português. O aeroporto já opera próximo do limite de sua capacidade, enquanto a construção de uma nova estrutura não é esperada antes de 2034. Nesse cenário, a aquisição oferece ao grupo uma posição estratégica para ampliar as conexões internacionais e fortalecer sua atuação nos mercados europeu e latino-americano.