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Turismo em Números | 2025

O documento Turismo em Números reúne os principais indicadores de desempenho do setor numa base mensal.

Patrícia Seguro, Paulo Belchior
Instituto Nacional de Estatística, Banco de Portugal, Aeroportos de Portugal, Turismo de Portugal
19 fevereiro 2026

Em 2025, o setor do alojamento turístico registou 32,5 milhões de hóspedes (+2,8%) e 82,0 milhões de dormidas (+2,1%), gerando 7 133,2 milhões de euros de proveitos totais (+6,9%) e 5 472,1 milhões de euros de proveitos de aposento (+6,6%). O mercado interno apresentou um crescimento superior ao mercado externo: as dormidas de residentes em Portugal aumentaram 5,0%, enquanto as dormidas de não residentes cresceram 0,8%. Ainda assim, os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 69,5% das dormidas.

Entre os principais mercados internacionais, os Estados Unidos e o Canadá mantiveram uma evolução positiva, com aumentos de 5,3% e 5,8% nas dormidas, respetivamente. O Reino Unido permaneceu como o principal mercado externo, concentrando 17,7% das dormidas de não residentes, apesar de uma redução de 1,6% face a 2024.

Em termos de fluxos aeroportuários, foram desembarcados cerca de 36,0 milhões de passageiros nos aeroportos nacionais, mais 4,7% do que em 2024. O Aeroporto de Lisboa recebeu 18,2 milhões de passageiros desembarcados, correspondendo a cerca de 50,4% do total nacional.

Receitas turísticas atingem 29,1 mil milhões de euros

Em 2025, as receitas turísticas alcançaram 29,1 mil milhões de euros, mais 1,4 mil milhões de euros do que em 2024, o que corresponde a um crescimento de 5,0%. As despesas turísticas totalizaram 7,2 mil milhões de euros (+4,5%), resultando num saldo positivo da balança turística de cerca de 22,0 mil milhões de euros, mais 5,1% do que no ano anterior.

O Reino Unido foi o mercado que mais contribuiu para as receitas turísticas, com 4,3 mil milhões de euros e uma quota de 14,7%. Seguiram-se a Alemanha, com 3,4 mil milhões de euros, a França, com 3,2 mil milhões, e os Estados Unidos, também com cerca de 3,1 mil milhões de euros.

Nota: em junho de 2026, o INE procedeu à revisão dos valores passando a condição de definitivos. Em consequência, o documento publicado foi atualizado para refletir essas alterações.