Os mercados-alvo deste estudo são: Austrália, Brasil, Canadá, China, Japão, Estados Unidos da América e Coreia do Sul. A amostra é constituída por 1000 entrevistas online a potenciais viajantes, considerados representativos em cada um dos mercados. Anualmente serão analisados três horizontes temporais de viagem: janeiro-abril; maio-agosto e setembro-dezembro.
Este novo barómetro pretende, em cada momento, avaliar:
Avaliar as intenções de viajar para fora da sua região de residencial habitual;
Preocupações e dificuldades relativamente às viagens;
Critérios relevantes para a seleção dos destinos de viagem;
Preferências de viagem no que respeita aos destinos, tipo de experiências e modos de transporte.
Os resultados deste barómetro 2/2026 recaem sobre o período maio-agosto.
Principais resultados:
Para o verão de 2026, a intenção de realizar viagens internacionais com destino à Europa é menor do que o verificado no período homólogo de 2025, em -3%, mas no período dos últimos 24meses, a diminuição chega aos -5%.
Resultados obtidos através das repostas globais:
Total de entrevistas realizadas: 7.117;
Respostas indicando predisposição para viagens de longa distância para a Europa: 2.612 (37%);
Respostas indicando predisposição para viagens de longa distância sem ser para a Europa: 1.126 (16%);
Respostas indicando uma não predisposição para viagens de longa distância: 3.379 (47%)
Estes resultados obtidos permitem estimar uma redução de 3% face à época homóloga de 2025 embora com amplitudes diferentes entre mercados. Apesar disso, mais de metade (52,5%) dos entrevistados planeiam viajar no período considerado. Em alguns mercados aumentou de modo significativo a predisposição para evitar viagens de longo curso, refletindo preocupação com a situação económica, como são os casos do Brasil, Austrália, Canadá e Estados Unidos da América.
O interesse pela Europa enquanto destino de viagem mantém-se forte nos mercados analisados, verificando-se algumas oscilações. A vontade de viajar para a Europa é maior entre chineses, brasileiros e canadianos. Note-se que o mercado chinês apesar da dua maior predisposição para visitar a Europa regista uma diminuição de 9% nas intenções, o que se enquadra num aumento significativo dos não pretendem viajar para destinos de longa distância. Os viajantes japoneses continuam a ser os mais relutantes em procurar a Europa como destino de viagem.
Os aspetos identificados como mais relevantes para a não realização de viagens para a Europa nos próximos meses, nos principais mercados, incluem:
Elevados custos das viagens. Este é o aspeto mais relevante, sendo referido por quase 40% dos inquiridos (39%, contra 48% no verão de 2025). O mercado mais sensível ao preço é o Brasil e o menos sensível é a Austrália;
A preferência por viagens para outras regiões mundiais é particularmente relevante entre australianos e norte-americanos;
Relativamente aos mercados asiáticos, também os reduzidos períodos de férias são um fator considerado, embora menos do que em inquéritos anteriores, o que poderá representar uma oportunidade adicional para a Europa;
A preocupação com o arrastamento da situação de conflito na Ucrânia e no Médio Oriente cresceu de forma significativa entre os mercados asiáticos.
Nas suas deslocações em território europeu, os viajantes oriundos de outras regiões mundiais têm vindo a usar o comboio de forma crescente. As razões subjacentes a este aumento são a boa relação preço/qualidade, especialmente apreciada entre australianos, brasileiros e canadianos; A confiabilidade, apreciada por chineses, japoneses e coreanos; e a segurança, valorizada também pelos viajantes asiáticos.
Um outro aspeto em destaque neste relatório é a identificação dos países potencialmente alvo da preferência dos viajantes não europeus para este período de verão. Neste ponto a França e a Itália lideram as preferências. Portugal continua, solidamente, a fazer parte do Top-10 de preferências (é 6.º), concentrando cerca de 18% das preferências destes viajantes.
Os destinos europeus são reconhecidos por oferecem elevados níveis de segurança, atrações icónicas e bons equipamentos e infraestruturas, que se espera venham a constituir fatores de atração para viajantes estrangeiros durante o verão de 2026, ainda mais do que em anos anteriores.
Os marcos culturais e arquitetónicos continuam a ser o principal atrativo para os viajantes de outros continentes que procuram a Europa, sendo responsáveis pela procura de 43% dos inquiridos. Logo atrás, estão as experiências gastronómicas (32%), os ambientes urbanos (32%), e o património natural (28%). Estes resultados refletem um equilíbrio de interesses na história da Europa, das suas cidades vibrantes e das suas paisagens naturais.
Já no que respeita às prioridades em termos de gastos em férias, a prioridade é dirigida para a alimentação e bebidas, seguida das atividades de animação turística, transportes e compras.