Este relatório procura dar respostas aos stakeholders do setor relativamente ao que serão as tendências de procura em 2026.
Este relatório baseia-se, mais uma vez, no conhecimento coletivo das agências de viagens líderes do setor associadas à Virtuoso e às suas equipas de consultores de viagens profissionais. Os resultados, obtidos a partir da maior taxa de resposta do inquérito até à data, 2.485 participantes em mais de 50 países, revelam os destinos mais cobiçados, as principais motivações e as preferências em constante evolução que impulsionam as viagens agora e no próximo ano. As conclusões servem como um guia para que a comunidade de consultores de viagens de luxo em geral maximize a receita e expanda a sua base de clientes, compreendendo o que é mais importante para os viajantes exigentes.
Os viajantes do segmento de luxo estão dispostos a gastar mais, mas estão atentos ao aumento dos custos, procurando valor que melhore as suas experiências. Quase metade dos consultores da Virtuoso inquiridos prevê um ligeiro aumento da procura de viagens em 2026, com 18% a antecipar um aumento significativo. Espera-se que o gasto por viagem se mantenha elevado, com 55% a prever um aumento moderado e 28% a esperar que o gasto se mantenha. Os resultados mostram que os viajantes deste segmento já não se contentam com o luxo pelo luxo. Em vez disso, procuram experiências exóticas, abrandando para saborear cada momento e criando viagens com significado, revigorantes e profundamente pessoais.
Este relatório identificou cinco tendências principais que destacam a forma como os viajantes de gama alta estão a afirmar a sua influência no setor das viagens para 2026:
- Preferência por destinos sem excesso de procura. Para este tipo de viajante, o clima agradável e a liberdade de desfrutar do destino sem o incómodo das multidões são o novo luxo. Este crescente desejo de evitar o turismo excessivo tornou-se o principal aspeto do turismo sustentável este ano.
- Ligação a personagens e ambientes de filmes e séries a conteúdo das redes sociais. TikTok, Instagram Reels e o passa-palavra continuam a despertar a curiosidade, mas os filmes e as séries de TV estão entre os maiores catalisadores para a aventura. Algumas séries e filmes transformam os seus cenários espetaculares em atrações imperdíveis.
- “From Fomo to Slow-mo” (do medo de ficar de fora ao ritmo mais lento). O medo de perder algo está a impulsionar os viajantes de todo o mundo para aventuras extraordinárias, como a exploração de ecossistemas luxuriantes. O FOMO leva-os a embarcar no avião, mas o "slow-mo" (câmara lenta) define a experiência. Quanto mais raro for o local, mais os viajantes querem prolongar a sua estadia e saborear cada momento.
- Requinte ilimitado. O que é especialmente notável é que o ultraluxo é agora definido pela inclusão impecável de cada detalhe em todos os momentos, seja em serviço prestado, seja nos bens consumidos. A privacidade é outra das características dasexperiências ultra-luxuosas, à medida que os viajantes procuram ilhas escondidas e refúgios remotos onde a exclusividade e o escapismo são a indulgência máxima.
- Recurso a opções (experiências, refeições) únicas e saudáveis. Após anos de turbulência, as pessoas estão a recorrer a jornadas focadas no bem-estar para restaurar o equilíbrio e a resiliência. Os pedidos abrangem todo o mundo, incluindo programas ayurvédicos, escapadelas de ioga e surf e retiros nas montanhas, onde o silêncio, em si, faz parte da cura. Ainda de acordo com os inquiridos, a saúde e o bem-estar figuram agora como a segunda experiência mais solicitada pelos viajantes solitários, que são atraídos por programas que promovem a estrutura e a autodescoberta.
Adicionalmente, o relatório da Virtuoso incorpora top’s do que considerem ser os melhores destinos para os seus clientes, bem como das características mais procuradas e tendências em alta.
Nos destinos, Portugal consta no 6.º lugar a nível mundial de países e Lisboa em 7.º entre as cidades. Já quanto aos aspetos ligados à sustentabilidade o território nacional encaixa em aspetos como áreas não demasiado pressionadas pelo excesso de procura; o conceito gastronómico “do prado ao prato”, ou o suporte às comunidades locais.