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Turistas italianos procuram a cozinha típica quando vão a um restaurante.

04 agosto 2026

Ir ao restaurante confirma-se como parte fundamental da experiência de férias dos italianos. A demonstrá-lo, uma sondagem da plataforma TheFork, revelando que, para 92% daqueles que planeiam férias, uma boa refeição é essencial para o sucesso da viagem. Os resultados retratam um verão em que a gastronomia ocupa um lugar central: os italianos procuram sabores autênticos, não abrem mão de comer fora e permitem-se mais prazeres culinários — tudo isso mantendo os gastos sob controle. É uma forma de vivenciar as férias na qual a descoberta de um destino acontece por meio — e muitas vezes principalmente — daquilo que chega ao prato.

A cozinha típica e local influencia a escolha dos restaurantes: Se viajar é uma oportunidade de descobrir novos lugares, os restaurantes tornam-se uma maneira importante de conhecê-los. Não surpreende, portanto, que para 75% dos entrevistados a culinária local seja o fator principal na escolha de um restaurante; afinal, são as receitas, os ingredientes e os sabores que realmente transmitem a identidade de um destino.

Aspetos visuais marcantes ficam claramente em segundo plano: Apenas 9% priorizam uma vista excecional, 5,5% procuram principalmente um terraço ou área ao ar livre e apenas 1,4% consideram a fama do chef ou do restaurante como prioridade máxima.

O desejo de comer fora permanece, mas os orçamentos não aumentam:Preocupar-se com os gastos não significa, necessariamente, abrir mão de comer fora. Na verdade, 20% dos entrevistados planeiam frequentar restaurantes com mais assiduidade do que no verão passado, enquanto 70% pretendem manter o mesmo ritmo; no geral, quase 90% não têm planos de reduzir as refeições fora de casa. Os orçamentos, no entanto, permanecem praticamente inalterados. 74% planeiam gastar a mesma quantia em restaurantes que no ano anterior, 10% pretendem aumentar os gastos e 16% planeiam reduzi-los — um cenário que revela um consumidor que ainda vê as refeições fora como parte essencial das férias, mas que é mais seletivo quanto a onde gasta seu dinheiro.

Hábitos alimentares mudam durante as férias: A maior liberdade associada às férias vai além da escolha dos locais e chega à relação quotidiana com a alimentação. 46% dos entrevistados afirmam ser mais flexíveis com seus hábitos alimentares — embora ainda tentem manter certo equilíbrio —, enquanto 31% deixam de lado, temporariamente, as regras que seguem durante o restante do ano. No geral, 77% encaram as férias com uma sensação maior de liberdade, uma atitude que também se reflete na organização das refeições. 53% substituem ocasionalmente o almoço ou o jantar por gelado, street food, frutas ou snacks, enquanto outros 10% fazem isso com frequência. Portanto, comer bem continua a ser essencial nas férias, mas isso não significa necessariamente sentar-se sempre para uma refeição completa: um gelado à beira-mar, street food ou um lanche improvisado podem fazer parte da experiência de viagem.