Itália poderá enfrentar problemas no abastecimento de combustível de aviação até o próximo verão caso persistam as tensões internacionais no Médio Oriente. Dados reunidos pelo Ministério do Meio Ambiente e da Segurança Energética destacam a dimensão desses riscos potenciais. A análise revela que Itália importa mais da metade do combustível de aviação de que necessita, sendo que 20% dessas importações provêm de países diretamente afetados por um eventual fecho do Estreito de Ormuz.
O consumo nacional de combustível de aviação é de 5,1 milhões de toneladas, com uma procura mensal de aproximadamente 400 mil toneladas; os padrões de consumo mostram uma queda nos meses de inverno — chegando a ficar 29% abaixo da média em fevereiro — e um aumento durante o verão, atingindo um pico de 26% acima da média em julho.
Consequentemente, mais de 50% do combustível de aviação necessário para atender à procura nacional (2,6 milhões de toneladas) precisa ser importado, e cerca de 20% dessas importações (0,5 milhão de toneladas, o que equivale a 10% da procura interna) são provenientes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e de Omã. Quase todas as demais importações vêm de países que não produzem seu próprio petróleo bruto; portanto, essas nações também poderiam ser afetadas por interrupções no fornecimento de petróleo bruto proveniente de países árabes ao produzirem combustível de aviação. As importações da Líbia e de Angola constituem exceções, embora representem apenas 5% do total.