Com base no Vakantie Sentiment Monitor de junho de 2026, um estudo realizado pela NBTC (Nederlands Bureau voor Toerisme & Congressen), 89% dos neerlandeses tem intenção de ir de férias nos próximos 12 meses, um valor ligeiramente superior ao do ano passado (85%). Do total, 57% já reservou as próximas férias (face a 53% em junho de 2025), sendo as famílias o grupo que mais avançou com reservas (70%, acima dos 63% anteriores). Entre quem ainda não reservou mas tenciona viajar, 55% já está ativamente a informar-se. Dos que já reservaram, a maioria parte em julho (32%), seguido de agosto (21%) e setembro (15%); quando a viagem é em família, julho continua a ser claramente o mês preferido (44%). Quanto à forma de reserva, aumentou para 57% a percentagem de neerlandeses que reserva diretamente junto do prestador de serviços (hotel, alojamento ou transportadora), enquanto a reserva através de agência ou site de viagens diminuiu para 32%. A Europa continua a ser o destino preferido: 57% dos neerlandeses vai passar as próximas férias noutro país europeu (semelhante ao ano anterior), 28% fica no próprio país e cerca de 15% pondera viagens intercontinentais. Dentro da Europa, Espanha lidera claramente as preferências (18%), seguida da Alemanha (15%), França (12%), Itália (11%) e Grécia (5%). Quanto ao meio de transporte, o avião continua a ser o meio mais escolhido para férias na Europa (42%), mas o automóvel tem vindo a crescer (43%, um aumento significativo face ao ano anterior), sobretudo nas férias em família, onde subiu de 48% para 60%. O hotel mantém-se a opção de alojamento mais comum (38%), seguido de apartamento (14%) e bungalows (13%). As férias de praia perderam algum peso face ao ano passado. No que toca a fatores externos, 45% dos neerlandeses afirma ser obrigado a ajustar os seus hábitos de férias devido ao aumento dos preços, e 49% evita determinados destinos devido a notícias sobre excesso de turismo. As condições meteorológicas extremas influenciam cada vez mais as decisões: 42% concorda que afetam a escolha de férias (acima dos 37% do ano passado), levando 63% destes a mudar de destino. Os conflitos geopolíticos têm também impacto crescente, com 29% a referir a guerra na Ucrânia e 39% o conflito no Médio Oriente como fatores que influenciam o destino escolhido. Já a sustentabilidade mantém um peso limitado, com apenas 37% a considerá-la relevante na escolha das férias.