A tendência é impulsionada pelo novo Plano Nacional de Aeroportos, que incentiva agregações, e pelo programa de privatizações. O setor apresenta também crescente atratividade económica, com as 14 principais gestoras a registarem mais de 678 milhões de euros de lucro.
Entre os movimentos em curso destaca-se a aproximação entre os aeroportos de Milão e Turim. A F2i poderá ainda avançar para uma maior integração dos aeroportos de Milão, Nápoles e Sardenha, podendo chegar a controlar mais de um terço do tráfego aéreo italiano até ao final da década.
Lucros crescentes:
Ao considerar que este setor se está a tornar cada vez mais atraente do ponto de vista económico — com uma base de passageiros em expansão e lucros (entre as 14 principais operadoras aeroportuárias italianas) superiores a 678 milhões de euros —, fica claro o motivo do crescente interesse por parte de grandes grupos.
Dois gigantes estão a liderar estas negociações: a Mundys (uma holding italiana que atua nos sectores dos transportes e mobilidade) e o fundo F2i SGR (uma gestora independente de fundos de infraestruturas). O processo já está em andamento, tendo início com a anunciada troca de participações societárias entre a SEA — operadora dos aeroportos de Linate e Malpensa — e a SAGAT, que administra o aeroporto de Turim-Caselle.
As movimentações da F2i:
Esta última é totalmente controlada pela 2i Aeroporti — empresa pertencente ao fundo F2i —, que também detém uma participação de aproximadamente um terço na SEA. Além disso, segundo o Corriere della Sera, a 2i Aeroporti (que também possui participação maioritária na GESAC, operadora dos aeroportos de Capodichino e Salerno) estará a considerar uma fusão entre as operações aeroportuárias de Nápoles e Milão. A mesma empresa também controla os aeroportos de Alghero e Olbia e prevê concluir a criação de um hub aeroportuário unificado na Sardenha até 2027, incorporando a SOGAER, de Cagliari. Caso esse cenário se concretize — abrangendo Milão, Turim, Nápoles e a Sardenha —, o fundo F2i passaria a gerir mais de um terço do tráfego aéreo italiano até o final da década.
O papel da Mundys:
Depois a Mundys, que já controla os aeroportos de Fiumicino e Ciampino — o maior hub de aviação de Itália —, bem como o Aeroporto de Nice, por meio de sua subsidiária ADR. A Mundys também parece ser a favorita na disputa pela privatização da SAC, empresa que administra os aeroportos de Catânia e Comiso. Caso isso ocorra, a empresa poderá considerar a proposta de um hub unificado na Sicília, tentando adquirir também o aeroporto Falcone-Borsellino, em Palermo, onde o processo de privatização da GESAP está em andamento. Adicionalmente, fontes do mesmo Corriere della Sera mencionam uma possível convergência entre a ADR e a Aeroporti di Puglia (que englobaria Bari, Brindisi e Foggia). Em suma, o único player que ficaria de fora dessa reconfiguração estratégica seria a SAVE, sediada em Veneza — simplesmente porque a francesa ARDIAN e a FININT já tinham entrado no negócio anteriormente.