O Grupo ADP, que gere os dois principais aeroportos de Paris, reduziu significativamente a previsão de crescimento do tráfego para 2026, de um intervalo de 1,5% a 2,5% para apenas 0,5%, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente e a constrangimentos operacionais.
A revisão reflete o desempenho do primeiro semestre de 2026 e tem em conta os cortes nos programas de voos ligados ao conflito, a subida dos preços dos combustíveis e as restrições operacionais nas plataformas do grupo.
Paris-Charles de Gaulle (Roissy) perdeu 0,2% de passageiros no primeiro semestre face a igual período de 2025, penalizado sobretudo pela procura mais fraca no longo curso. Orly teve melhor desempenho, com uma subida de 2%, por servir destinos internacionais mais próximos e menos afetados pelo conflito. No conjunto dos aeroportos do grupo, o número de passageiros cresceu apenas 0,2%.
A empresa conta compensar a revisão em baixa com o plano de poupança de custos em curso desde março de 2026, cujos efeitos deverão concentrar-se no segundo semestre. As tensões geopolíticas e as dificuldades económicas continuam a pesar diretamente sobre a recuperação da aviação europeia.