Consequentemente, todos os passageiros provenientes de países fora da UE que cheguem em voos ou navios vindos de portos espanhóis devem continuar a apresentar os seus documentos de viagem.
"A decisão foi tomada", declarou o Ministério do Interior, "em consonância com a análise realizada pelo Comité de Análise de Imigração e Segurança de Fronteiras. A decisão reflete a manutenção dos fatores que motivaram inicialmente a reintrodução desses controles a 1 de agosto, levando também em conta iniciativas já lançadas pela Espanha — em conjunto com a União Europeia — visando o caminho para uma normalização da situação na região."
Conforme noticiado pelo jornal La Repubblica, a decisão decorre de uma avaliação técnica e política do governo, que concluiu que a situação no enclave espanhol de Ceuta está longe de estar sob controle. Pelo menos 5.000 pessoas permanecem em Ceuta; segundo o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, a grande maioria não foi identificada, e terroristas jihadistas poderiam estar escondidos entre elas.
Piantedosi comunicou os motivos da prorrogação ao seu homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, durante o que o Ministério do Interior descreveu como uma "conversa telefónica construtiva".