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A confiança regressa, e altera-se a natureza das viagens de last minute.

08 julho 2026

A incerteza pesa sobre as reservas, mas não diminui o desejo de viajar. Esta é a principal conclusão extraída dos testemunhos recebido de operadores de turismo. As solicitações de orçamento continuam a chegar e o interesse por férias permanece alto, mas muitos viajantes preferem adiar a confirmação da compra enquanto aguardam por uma maior clareza sobre o cenário internacional.

"Não se trata de reservar em última hora para conseguir uma pechincha", observa Roberto Di Giorgio, fundador e CEO da Maestro Viaggi e Turismo."Isso reflete a mentalidade do viajante italiano, que tende a evitar compromissos de longo prazo. A incerteza internacional intensificou ainda mais essa tendência."

Enquanto as viagens de longa distância desaceleram, a Europa absorve a maior parte da procura — uma dinâmica que Elisa Padovani, Diretora Comercial e do tour operating da Abaco Viaggi, observa desde o início da crise. "As pessoas voltaram-se imediatamente para a Europa. Mais uma vez, ela serviu como nossa rede de segurança. Enquanto alguns destinos de longa distância paralisaram, conseguimos continuar a trabalhar graças aos nossos roteiros europeus." Para os operadores, o Velho Continente representa agora a escolha mais tranquilizadora para quem deseja viajar sem se expor às incertezas ligadas às tensões internacionais ou aos desafios operacionais do transporte aéreo

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A nova face das viagens de last minute: Outra tendência comum observada pelos operadores diz respeito ao comportamento dos consumidores italianos. As verdadeiras viagens de "última hora" — originalmente criadas para escoar stoks não vendidos e atrair quem procurava pechinchas — parecem ter ficado no passado. Hoje, adiar uma reserva não se deve à esperança de preços mais baixos, mas à necessidade de segurança e tranquilidade. Os clientes aguardam o desenrolar da situação internacional antes de assumir um compromisso firme.

A confiança regressa e as reservas aumentam:

Nas últimas semanas, uma melhora no cenário internacional parece ter “reaquecido” a procura. A Abaco Viaggi relata um aumento de 35% nas reservas em comparação com as semanas anteriores — um número que Padovani interpreta como "um regresso da confiança, e não uma onda de compras irracional". De modo geral, os operadores concordam que os italianos continuam a considerar as férias uma parte essencial da vida. No entanto, a forma como fazem suas escolhas está a mudar: numa fase ainda marcada por muitas incertezas, os viajantes tendem a privilegiar destinos próximos, seguros e de fácil acesso.