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Turismo Acessível: transformações demográficas, inclusão e competitividade

O turismo acessível está a deixar de ser visto como um nicho para assumir um papel cada vez mais estratégico na competitividade dos destinos turísticos.

André Tomé
11 maio 2026

Um inquérito realizado pela MMGY junto de 3.473 viajantes europeus com necessidades de acessibilidade mostra que 91% realizaram pelo menos uma viagem internacional de lazer no último ano e que cerca de um terço faz duas ou mais viagens anuais.

Os resultados mostram também que a maioria das viagens acontece em contexto de casal ou família, o que significa que as barreiras de acessibilidade podem influenciar decisões de consumo de vários viajantes em simultâneo. De igual modo, estes viajantes têm uma clara predisposição para viajar fora da época alta, o que reforça o potencial deste segmento para ajudar a mitigar a sazonalidade turística.

Apesar da elevada mobilidade, continuam a existir fricções relevantes ao longo da jornada, sobretudo no transporte, no alojamento e na disponibilidade de informação clara e verificável sobre condições de acessibilidade do alojamento. Mais do que soluções isoladas, os viajantes valorizam experiências consistentes, previsíveis e integradas.

Neste contexto, a acessibilidade deixa de ser apenas uma questão de inclusão, tornando-se também um fator de qualidade, confiança e competitividade para destinos e empresas do setor do turismo.