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Estudo de Sentimento dos Visitantes a Portugal – Principais Resultados da 2.ª Vaga

O Estudo de Análise de Sentimento dos Visitantes a Portugal é uma iniciativa do Turismo de Portugal, que visa acompanhar, de forma sistemática e continuada, as intenções dos turistas internacionais em relação ao destino Portugal.

André Tomé
Turismo de Portugal, MINDHAUS
09 fevereiro 2026

Portugal mantém uma posição relevante entre os destinos considerados para viagens ao Sul da Europa em 2026, com 32% dos inquiridos a manifestarem intenção de visitar o país na primavera, de acordo com a 2.ª vaga do Estudo de Análise de Sentimento aos Visitantes a Portugal. O estudo, realizado em 10 mercados emissores e baseado em 6.680 respostas, atualiza os resultados da 1.ª vaga, que tinha identificado Portugal como o 3.º destino mais procurado (30%) entre julho de 2025 e junho de 2026, passando agora a ocupar a 4.ª posição entre Itália, Espanha, França e Grécia.

No contexto global, 70% dos inquiridos planeiam viajar para o Sul da Europa em 2026, um valor ligeiramente inferior ao observado na 1.ª vaga (74%). As escolhas mais referidas continuam a ser Itália, Espanha, França e Grécia, mantendo‑se a forte procura internacional pela região. Os principais critérios de escolha de um destino mantêm grande estabilidade: segurança (16%), preços e pacotes atrativos (16%), acolhimento das populações locais (15%) e cultura e natureza únicas (14%), alinhando‑se com os resultados anteriores.

Quanto ao tipo de viagem de lazer em Portugal, destacam‑se cultura e património (19%), sol e praia (18%) e natureza e ar livre (13%), uma configuração próxima da 1.ª vaga, onde cultura e património representavam 20%, sol e praia 18% e natureza e ar livre 14%. As preferências continuam a variar por mercado, com brasileiros a valorizar experiências gastronómicas, britânicos e espanhóis a privilegiarem sol e praia e faixas etárias mais jovens a combinar natureza, praia e city breaks, enquanto os viajantes com mais de 55 anos mantêm um maior interesse por cultura e património.

No planeamento das viagens a Portugal, mantém‑se a predominância das reservas independentes, agora com 55% dos inquiridos a reservar transporte e alojamento separadamente, face aos 57% registados na 1.ª vaga e a utilização de ferramentas de inteligência artificial cresce, sobretudo entre viajantes com estadias mais longas. Os pacotes de transporte e alojamento representam 26% (face a 25% anteriormente) e os pacotes tudo incluído mantêm‑se nos 18%. Apesar de 33% dos viajantes já terem efetuado pelo menos uma reserva, a proporção de viajantes sem planos concretos aumentou de 61% na 1.ª vaga para 67% na 2.ª, um acréscimo de 6 pontos percentuais, revelando maior incerteza na fase de preparação da viagem.

Relativamente à duração da estadia, observa‑se um reforço das viagens mais longas: 57% dos visitantes planeiam viagens superiores a 7 noites, contrastando com a distribuição da 1.ª vaga, em que 36% planeavam viagens de 4 a 6 noites, 30% entre 7 e 9 noites e 25% mais de 10 noites. O orçamento mantém‑se relativamente estável, com o intervalo entre 1.500€ e 2.000€ a ser o mais frequente (22% na segunda vaga face a 20% na primeira). Regista‑se, porém, uma redução na intenção de gastar mais de 2.000€, com uma diminuição de 4 pontos percentuais face aos valores anteriormente observados.

A perceção de sustentabilidade permanece elevada nas duas vagas do estudo. Tal como na 1.ª vaga onde 78% dos inquiridos consideravam que os produtos e serviços turísticos portugueses respeitavam o ambiente e tinham impacto positivo e 80% reconheciam o respeito pelas comunidades locais, mais de 75% dos participantes da 2.ª vaga continuam a atribuir ao turismo em Portugal efeitos positivos ao nível económico, comunitário e ambiental.

Nota sobre o projeto

O Estudo de Análise de Sentimento dos Visitantes a Portugal é uma iniciativa do Turismo de Portugal, em parceria com a MINDHAUS, que visa acompanhar, de forma sistemática e continuada, as intenções, motivações e preocupações dos turistas internacionais em relação ao destino Portugal. O estudo cobre os dez principais mercados emissores e será realizado em duas vagas por ano, ao longo de três anos, garantindo uma monitorização regular e atualizada da evolução do sentimento dos visitantes.