A ETC – European Travel Commision divulgou recentemente a primeira vaga de 2026 (janeiro-abril), dos resultados do seu barómetro de viagens Long-Haul, num dos seus recentes inquéritos com periodicidade quadrimestral. Os mercados-alvo deste estudo são: Austrália, Brasil, Canadá, China, Japão, Estados Unidos da América e Coreia do Sul. A amostra é constituída por 1000 entrevistas online a potenciais viajantes, considerados representativos em cada um dos mercados. Anualmente serão analisados três horizontes temporais de viagem: janeiro-abril; maio-agosto e setembro-dezembro.
Este novo barómetro pretende, em cada momento, avaliar:
Intenções de viajar para fora da sua região de residencial habitual;
Preocupações e dificuldades relativamente às viagens;
Critérios relevantes para a seleção dos destinos de viagem;
Preferências de viagem no que respeita aos destinos, tipo de experiências e modos de transporte.
Os resultados deste barómetro 1/2026 recaem sobre o período janeiro-abril.
Principais Resultados:
Os resultados globais para 2026, obtidos a partir de 7.131 entrevistas, mostram que 43% dos entrevistados indicam predisposição para viagens de longa distância com destino à Europa, 17% demonstram interesse em viagens de longa distância para destinos fora da Europa, e 41% não têm predisposição para realizar viagens de longa distância.
Se considerarmos a análise para o inverno-primavera de 2026, a intenção de realizar viagens internacionais com destino à Europa é menor do que o verificado no período homólogo de 2025, em -2% e para os próximos 12 meses a diminuição chega aos -5%.
Embora os resultados obtidos entre janeiro e abril apontem para uma redução de 2% face à época homóloga de 2025, as amplitudes são diferentes entre os vários mercados. Apesar disso, é de destacar que mais de metade (59%) dos entrevistados planeiam viajar no período considerado. Em alguns mercados aumentou de modo significativo a predisposição para evitar viagens de longo curso, refletindo preocupação com a situação económica, como são os casos do Brasil, Austrália, Canadá e Estados Unidos da América.
O interesse pela Europa enquanto destino de viagem mantém-se estável nos mercados analisados, verificando-se pequenas oscilações, tanto em subida, como em descida. A vontade de viajar para a Europa é maior entre os viajantes chineses, brasileiros e australianos. Contudo é de salientar que o mercado australiano regista uma diminuição de 7% nas intenções de visita à Europa. Os viajantes japoneses e sul-coreanos continuam a ser os mais relutantes em procurar a Europa como destino de viagem.
Intenções de viagens Long-haul
Extraído de: ETC, Long-Haul Travel Barometer, 1/2025
Os aspetos identificados como mais relevantes para a não realização de viagens para a Europa nos próximos meses, nos principais mercados, incluem:
• Elevados custos das viagens. Este é o aspeto mais relevante, sendo referido por pouco mais de metade dos inquiridos (52%). É particularmente destacado entre os viajantes mais novos (48%), embora atinja todas as faixas etárias. O mercado mais sensível ao preço é o Brasil e o menos sensível é a China;
• Viajantes com mais de 50 anos, especialmente australianos, tendem a preferir viagens domésticas. Suas escolhas valorizam o conforto e a familiaridade com o destino, assim como a adoção de atitudes mais cautelosas em relação aos gastos.Relativamente aos mercados asiáticos, também os reduzidos períodos de férias são um fator considerado, embora menos do que em inquéritos anteriores, o que poderá representar uma oportunidade adicional para a Europa;
• A preocupação com o arrastamento da situação de conflito na Ucrânia e no Médio Oriente, entre os mercados asiáticos;
• Uma pequena parte invoca razões de natureza ambiental, estando preocupados com a pegada de carbono associada a voos de longa distância.
Obstáculos às viagens para a Europa em 2026
Extraído de: ETC, Long-Haul Travel Barometer, 1/2026
Na preparação das suas deslocações para a Europa, os viajantes dos mercados auscultados preferem adquirir pacote completos, incluindo voos, alojamento, alimentação e ingressos, para atrações, (37%), seguido pela reserva de parte dos serviços junto de operadores turísticos (34%) e da reserva das várias componentes, junto de diferentes fornecedores.
Um outro aspeto em destaque neste relatório é a identificação dos países potencialmente alvo da preferência dos viajantes não europeus para este período de inverno-primavera. Neste ponto a França e a Itália lideram as preferências e Portugal continua, solidamente, a fazer parte do Top-10 de preferências (6.º), concentrando cerca de 18% das preferências destes viajantes.
Destinos europeus preferidos para o inverno/primavera 2026
Extraído de: ETC, Long-Haul Travel Barometer, 1/2026
Os destinos europeus são reconhecidos por oferecem elevados níveis de segurança, atrações icónicas e bons equipamentos e infraestruturas, que se espera venham a constituir fatores de atração para viajantes estrangeiros durante 2026, ainda mais do que em anos anteriores.
Os marcos culturais e arquitetónicos continuam a ser o principal atrativo para os viajantes de outros continentes que procuram a Europa, sendo responsáveis pela procura de 44% dos inquiridos. Logo atrás, estão as experiências gastronómicas (34%), os ambientes urbanos (32%), e o património natural (30%). Estes resultados refletem um equilíbrio de interesses na história da Europa, das suas cidades vibrantes e das suas paisagens naturais.
Atividades mais procuradas na Europa
Extraído de: ETC, Long-Haul Travel Barometer, 1/2026