O mercado global de viagens a solo, avaliado em cerca de 549,78 milhões de dólares em 2025, projeta atingir os 1.073,8 milhões de dólares até ao final da década. Este crescimento é impulsionado por transformações sociais profundas, como o aumento dos agregados unipessoais e a valorização da autonomia individual, levando as organizações internacionais, como a World Tourism Organization, a identificar a individualização do consumo como uma mudança estrutural nos padrões de procura.
O perfil do solo traveller é maioritariamente jovem e feminino: cerca de 66% dos viajantes têm entre 18 e 30 anos e as mulheres representam entre 54% a 60% deste mercado, refletindo uma maior independência económica e aceitação social. Contudo, o segmento acima dos 50 anos está em franca expansão, motivado por mudanças de vida como a reforma ou o "ninho vazio", procurando experiências focadas no bem-estar, rejuvenescimento e imersão cultural.
As motivações para viajar sozinho transcendem a logística, focando-se no autoconhecimento, no desafio pessoal e na liberdade total de decisão sobre itinerários e orçamentos. Curiosamente, estes viajantes são altamente tecnológicos e conscientes: 61% já utiliza Inteligência Artificial para planear as suas jornadas e 64% adota práticas sustentáveis rigorosas, como o uso de materiais reutilizáveis e o apoio ao comércio local.
Portugal posiciona-se como um dos grandes beneficiários desta tendência, sendo considerado o 5.º melhor destino mundial para solo travellers pela Booking e pela US News. O país destaca-se no "Top 3" em dimensões críticas como segurança, hospitalidade e relação qualidade-preço, com Lisboa a alcançar o 2.º lugar mundial no ranking da Tui Musement para este segmento específico.
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