Comportamento 1: Viajar fora da época alta
Embora as viagens continuem concentradas entre o final da primavera e o verão , houve um ligeiro aumento nas deslocações fora da época alta em 2025 comparativamente a 2024. O estudo revela uma diferença de 4 p.p. entre a intenção e o comportamento real, o que sugere a existência de barreiras que travam este movimento. Entre os principais entraves está a dificuldade dos viajantes identificarem com precisão os períodos de época baixa em destinos específicos. Por outro lado, a motivação para estas viagens prende-se frequentemente com a redução de custos e a procura de eventos culturais ou gastronómicos menos concorridos.
Comportamento 2: Valorizar o local
Este comportamento registou um crescimento em 2025, com os viajantes a procurarem experiências e consumos mais autênticos. Notavelmente, não existe aqui uma diferença mensurável entre a intenção e a prática: quem planeia valorizar o local, geralmente concretiza-o. O conceito surge muito associado ao slow travel, onde o objetivo é "viver como um local" e reduzir a intensidade do turismo de massa. Contudo, o relatório alerta para a necessidade de uma comunicação mais clara, uma vez que muitos turistas confundem a simples observação da vida quotidiana com práticas que tragam benefícios económicos reais para as comunidades locais.
Comportamento 3: Sair dos circuitos habituais
Apesar de a maioria das viagens ainda se concentrar em destinos principais como França e Itália , verificou-se um aumento no interesse por locais menos convencionais em 2025. Existe um desvio de 5 p.p. entre a intenção de explorar novos trilhos e a sua execução real, indicando barreiras de acesso ou informação. Um dado curioso é o "dilema do vazio": discussões digitais revelam que os viajantes temem que combinar destinos fora do circuito com a época baixa torne os locais demasiado solitários, preferindo um equilíbrio que mantenha alguma vibração social.
Comportamento 4: Viajar de forma sustentável (Travel Green)
Este foi o comportamento que apresentou a melhoria mais significativa. Em 2025, a proporção de viajantes que planeou utilizar transportes sustentáveis foi idêntica à que efetivamente o fez (53%), eliminando o hiato entre intenção e comportamento. O uso do comboio ganhou terreno face ao avião, sendo romantizado nos media como uma experiência enriquecedora e prática. No entanto, persistem desafios: o planeamento de rotas ferroviárias transfronteiriças é considerado complexo e a infraestrutura de carregamento para veículos elétricos ainda é vista como fragmentada em certas regiões da Europa.
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