O Relatório “Desempenho Ambiental do Alojamento em Portugal 2025” apresenta os resultados de um inquérito realizado entre janeiro e março de 2026, incidindo sobre práticas concretizadas em 2025 em prol do ambiente. Responderam 1.229 ET de todo o território nacional, num universo de 2.405, o que corresponde a uma taxa de resposta de 51%, permitindo uma leitura do estado da sustentabilidade no alojamento nacional.
Os resultados evidenciam progressos consistentes na eficiência de recursos e na transição para modelos mais circulares. Na energia, os ET adotaram 65% das medidas preconizadas, destacando-se a generalização de práticas operacionais de redução de consumo (ex.: 91,2% garantem que desligam os equipamentos não necessários) e a expansão gradual de soluções de investimento, como painéis solares fotovoltaicos (31,7%) e pontos de carregamento para veículos elétricos (45,4%).
Na gestão hídrica, sobressai a maturidade das medidas comportamentais (ex.: 96,7% mudam toalhas/lençóis a pedido; 86,4% têm autoclismos de baixo consumo), mas mantém-se uma adoção mais seletiva de soluções técnicas como a reutilização de águas cinzentas (14,0%).
Na gestão de resíduos, os ET adotaram 71% das práticas, com 95,8% a separarem resíduos para reciclagem e 84,7% a disponibilizarem produtos recarregáveis nos quartos, embora a valorização de biorresíduos (ex.: compostagem 49,7%) indique margem para escalar; e em certificações, 42% dos ET afirmam possuir pelo menos uma certificação.
Já a transição para o abandono de plásticos de uso único, apesar de um desempenho global consistente (62,0% de ET com práticas de redução), revela que há margem para reforçar e uniformizar o abandono de embalagens em plástico, nas operações internas.
Por fim, a gestão do desperdício ganha expressão operacional, com elevada incidência de monitorização de inventários (95,7%). Relativamente às práticas preconizadas, 49% dos ET reportam práticas de gestão do desperdício e 74,0% afirmam adotar práticas de economia circular.