Mercados
Austrália

Caracterização do Mercado para Portugal

A Austrália posicionou-se, em 2025, como o 18.º mercado turístico para o destino Portugal aferido pelo indicador dormidas (quota: 0,9%) e o 16.º em hóspedes (quota: 1,1%). Nesse ano a Austrália registou cerca de 214,3 mil hóspedes (var.25/24: +6,5%) que geraram 496,9 mil dormidas (var.25/24: +5,6%). Destaca-se como o 20.º mercado nas receitas turísticas com 219,0 milhões €, mais 2,8% face a 2024.

No que respeita às dormidas, a Grande Lisboa é o principal destino nacional dos turistas australianos que visitam Portugal (48,6%), seguido do Norte (24,3%) e do Algarve (14,2%). Em tipologia, predominaram as dormidas em hotéis (55,6%), seguindo-se o alojamento local (29,3%) e os hotéis-apartamentos (6,0%).

Dado a inexistência de voos diretos, as principais companhias aéreas foram: Emirates Airline (quota: 28,3%), Tap Air Portugal (10,9%), Qatar Airways (7,4%), Lufthansa (3,8%). A maioria das operações têm origem nas cidades de Sydney (quota: 36,2%), seguida de Melbourne (27,9%), Brisbane (14,8%), Perth (11,1%), Adelaide (6,1%).

Através dos dados da SIBS, a Grande Lisboa concentra 49,3% dos 48,2 milhões de euros em compras efetuados por cartões, com origem na Austrália, em 2024. O Norte surge em 2.º lugar com 21,8% dos gastos, seguido do Algarve (15,2%).

2025 Posição | Variação Homóloga
Hóspedes 0,2M 16º | 6,4%
Dormidas 0,5M 18º | 5,6%
Receitas do Turismo 219,0M€ 20º | 2,8%

Perfil de Mercado

Variação 24/23
27,2 M População
2,0 %
66626,6 USD PIB per Capita
2,9 %
3,5 % Taxa de Inflação
-2,1 pp
22,9 % Taxa de Poupança
0,0 pp

Austrália é um país da Oceânia com 27,2 milhões de habitantes em 2024 e a 13.ª maior economia a nível mundial.

De acordo com a Globaldata, a Austrália foi o 24.º mercado emissor de turistas a nível mundial, tendo gerado 16,7 milhões de viagens, concentrando uma quota de 1,0% do total de procura turística mundial. Cerca de 25,7% dos fluxos estão concentrados no continente europeu. As 4 principais regiões emissoras de turistas australianos para o estrangeiro foram: Nova Gales do Sul (quota: 29,6%), Vitória (quota: 24,7%), Queensland (quota: 15,0%) e Austrália Ocidental (quota: 11,2%).

Por sua vez 98,8% das viagens ao estrangeiro realizadas pelos turistas australianos foram por via aérea e 1,2% por transporte marítimo.

Perspetivas

O FMI revela que a economia da Austrália registou um crescimento de 2,0% em 2023, devido à desfavorável conjuntura internacional: conflito na Ucrânia, Guerra no Médio Oriente (Israel-Hamas) e aumento dos custos energéticos e de outras matérias-primas e bens intermédios. Para 2024 e 2025, perspetiva um crescimento de 1,2% e 2,1%, respetivamente.

De acordo com a GlobalData, entre 2025 e 2028, as partidas internacionais dos turistas australianos para o estrangeiro deverão crescer a um CAGR de 2,4%, chegando a 18,4 milhões de partidas em 2028. Já os gastos dos turistas australianos no exterior deverão aumentar a um CAGR de 6,5%. Segundo a OAG Scheludes Analyser, foi avaliada a seguinte capacidade aérea da Austrália para os principais destinos europeus, entre 1 de abril e 30 de setembro de 2024: Itália: 130 mil lugares (-2,7%), Grécia: 70 mil (-14,9%), França: 65 mil (-23,6%), Espanha: 45 mil (+2,1%) e Turquia: 20 mil (+7,2%).

Analisando o volume de capacidade programada desde a Austrália para este inverno 2024-2025 (de 1 de outubro de 2024 a 31 de março de 2025) estima-se o seguinte número de lugares para os principais destinos europeus: Espanha: 295 mil lugares (+25,7%), Itália 140 mil (+40,3%), Grécia: 55 mil (+33,1%), França: 52 mil (+33,1%) e Turquia: 51 mil (+4,4%). Os voos diretos para a Europa são de Paris, Londres e, recentemente, Istambul, opções como Dubai, Doha e Singapura.

A quota de pesquisas de alojamento da Google Destination Insights revela que (janeiro-agosto de 2024, o Reino Unido lidera os países europeus (quota: 5,6%), seguido da Itália (4,0%), França (2,9%), Grécia (1,3%), Espanha (1,3%) e Alemanha (0,8%). A conectividade aérea internacional na Austrália alcançou, entre janeiro e agosto, 90% dos níveis pré-pandemia.

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