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Publicação

dezembro 13, 2023
Pedro Pereira

Golfe: 18 princípios em nome da sustentabilidade

Golfe

A Geo Foundation for Sustainable Golf, organização internacional sem fins lucrativos dedicada à sustentabilidade no golfe, divulgou a sua lista de 18 ideias/princípios/ações que gestores dos campos e jogadores podem adotar para melhorar a ligação do golfe com a natureza e torná-lo verdadeiramente #BetterWithNature. Cada sugestão representa uma oportunidade de contribuir para uma experiência de golfe mais amiga da natureza, num total de 18 ações capazes de fomentar a proteção, regeneração de habitats e promover os valores naturais nos campos de golfe. 

Golfe regenerativo: 18 ações

#1 Refletir sobre a importância do declínio do património natural – local e globalmente. A perda de biodiversidade intensifica as alterações climáticas, enfraquece a resiliência dos habitats e propicia a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos. A gestão de cada campo deverá equacionar formas de incrementar as características naturais e a integração de ecossistemas com o objetivo de mitigar fatores de stress.

#2 Repensar o valor da natureza no golfe: as pessoas são atraídas pelo golfe por vários motivos, desde as características específicas do campo até ao ambiente natural em que se insere. Uma integração mais profunda das características naturais pode enriquecer o valor da experiência de golfe. 

#3 Enquanto jogador de golfe, elabore uma lista do que pode fazer para proteger, restaurar e promover os valores naturais. Identifique eventuais medidas de conservação e preservação de habitats e sugira-as ao seu clube. 

#4 Enquanto direção do campo, faça o levantamento de medidas passíveis de serem aplicadas de forma a melhorar o desempenho ambiental. Aumente a abrangência da experiência da prática de golfe para além do jogo propriamente dito. Integre a gestão do património natural no espírito e política do seu campo, promovendo o apreço pela flora e pela fauna entre jogadores, funcionários e comunidades.

#5 Minimizar riscos de poluição, documentando respostas a situações de emergência e criando zonas tampão próximas de lagos, charcos ou outros locais de retenção de águas, implementando faixas de vegetação e gerindo as superfícies de jogo de forma a prevenir a contaminação.

#6 Identificar os principais nichos ecológicos e espécies protegidas. Crie um mapa de habitats do campo de golfe, mostrando áreas que sustentam diversos ecossistemas. O registo de espécies pode informar estratégias de gestão de habitats e obter reconhecimento pelos esforços de conservação. Considere parcerias com organizações conservacionistas locais.

#7 Planear projetos para evitar danos e perturbações desnecessárias nos habitats. Intervir ou deixar a natureza seguir o seu curso é uma questão complexa. O ideal é procurar a ajuda de especialistas e reunir o máximo de informação possível. Procure diversidade estrutural com uma variedade de tipos e idades de espécies de plantas para criar uma diversidade de altura, luz e sombra, fontes de alimento e locais de nidificação/reprodução. Uma mistura de espécies nativas e de diferentes idades é muitas vezes a melhor forma de conservar e melhorar a biodiversidade. As manchas principais de habitats devem ser preservadas. Corredores inteiros de habitat, de grande e pequena escala, são vitais para o movimento das espécies, permitindo-lhes desenvolver-se e reproduzir com sucesso. 

 #8 Listar os principais produtos e materiais e considerar os impactos indiretos nos valores naturais. Há muitas áreas que podem ser introduzidas na sede do clube, nas instalações de manutenção e em todo o campo. Pode então começar-se por listar os principais produtos e materiais adquiridos e medir os impactos dos produtos e das suas cadeias de fornecimento. Num momento posterior, podem analisar-se as políticas de compras e a torná-las, progressivamente, mais sustentáveis, garantindo que os produtos sejam feitos de materiais reciclados ou sustentáveis, ou que os seus fornecedores estejam comprometidos com a sustentabilidade. 

#9 Priorizar a utilização de espécies autóctones através da plantação de árvores, arbustos, gramíneas e flores autóctones de modo a beneficiar a vida selvagem local e criar um caráter regional autêntico para o campo de golfe e as áreas adjacentes.

#10 Minimizar a utilização de tipos de relva com gestão intensiva. Converter relvados que obrigam a uma gestão mais intensiva em terrenos acidentados ou pastagens para fornecer habitat, aumentar a biodiversidade, sempre que possível, criando uma experiência mais natural para os golfistas.

# 11 Aumentar as áreas de proteção de habitats e a sua conectividade para facilitar a movimentação e reprodução de espécies, sendo que os corredores mais amplos e naturais são mais eficazes.

 #12 Criar novos micro-habitats para espécies especialmente importantes
Deixar árvores mortas, ramos e folhas mortas para enriquecer os ecossistemas e apoiar o controlo das espécies existentes. Proceder à instalação de caixas de pássaros e hotéis de insetos para atrair predadores.

#13 Anunciar e divulgar a intervenção em defesa da biodiversidade. Um campo de golfe com elevada biodiversidade melhora a experiência de jogo e agrega valor à comunidade.

#14 Comunicar as necessidades e benefícios da biodiversidade. Realizar formação em regeneração do património natural, colocar sinais identificadores de áreas de habitat e comunicar as necessidades e benefícios da biodiversidade.

#15 Proporcionar a realização de caminhadas, palestras e atividades educativas ao ar livre que deem mais notoriedade aos valores naturais e que envolvam jogadores, funcionários e comunidades locais.

#16 Monitorizar as suas práticas naturais e métricas principais através de programas e aplicações informáticas para rever e monitorizar as práticas e métricas de sustentabilidade.

#17 Compartilhar as suas realizações e iniciativas para inspirar os outros e conduzi-los às mesmas práticas. 

#18 Procurar ativamente ser reconhecido através da atribuição de prémios e certificações específicas para o setor, nomeadamente certificação GEO, que está alinhada com os Códigos de Credibilidade ISEAL e que implica amplo envolvimento das partes interessadas.

Fonte: Fostering Nature Scorecard